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Como o Jiu-Jitsu pode ajudar você e sua família a vencer a ansiedade e a depressão

Se recupere da tristeza, ansiedade e depressão com uma boa dose de Jiu-Jitsu. Foto: Nelson Chaves

Tão perigosos quanto as doenças do corpo, os males da mente são capazes de derrubar um desavisado num piscar de olhos. A ansiedade em excesso e a depressão podem fazer um touro confiante se transformar num ratinho acuado. Mas, como para tudo na vida há solução, o nosso Jiu-Jitsu também tem sua parcela de contribuição para resolver males de tal natureza.

O primeiro passo é se movimentar, literalmente. Afinal, todo exercício físico libera endorfinas no corpo, e estas, além de propriedades analgésicas, ajudam contra a ansiedade. Mas o Jiu-Jitsu vai além: ele ajuda na parte social também. Como é um esporte de contato que exige treinos com outras pessoas, os treinos rendem novas amizades, conhecimentos e companheirismo, fatores que os estudos confirmam serem cruciais para afastar a depressão e demais distúrbios mentais.

Além das questões físicas, químicas e sociais, a arte suave também ajuda a fortalecer a mente de seus atletas contra qualquer adversidade. Temos como ótimo exemplo a batalha maior de João Gabriel Rocha, faixa-preta da nossa GMI Soul Fighters, que venceu um câncer em 2014. Para ele, o Jiu-Jitsu foi ferramenta imprescindível na dura batalha contra os efeitos colaterais da quimioterapia e para afastar quaisquer pensamentos negativos.

“Eram três litros de químio injetados nas minhas veias diariamente”, disse João Gabriel, em entrevista recente à equipe GRACIEMAG. “Sentia meu corpo inteiro queimar por dentro. Mas encarava cada ciclo, cada sessão, como uma luta até a medalha de ouro, e o sofrimento como se fossem aqueles últimos dez segundos de luta, em que eu precisava suportar tudo, dar mais um gás sinistro para vencer. Eu tinha certeza de que venceria a doença. Jamais a ideia da morte me abalou, na minha cabeça só passavam os próximos planos no Jiu-Jitsu, como e quando retomaria os treinos, quando lutaria de novo etc. Mantive a cabeça muito boa, com o auxílio do Jiu-Jitsu.”

Já o professor Cleiber Maia, nosso GMI da LPM Jiu-Jitsu, no Rio, contou uma história prática de como o esporte salvou um amigo atormentado pela tristeza crônica:

“Conheci um atleta que tinha uma tendência depressiva, reclamava da vida em vários aspectos. Num dia de campeonato da SJJSAF, eu estava sem adversário para uma luta especial contra o Alan Oliveira, faixa-preta que tem paralisia cerebral. Chamei este meu amigo para lutar com o Alan. Eles lutaram e assim que o duelo terminou ele se ajoelhou no tatame e chorou. Me disse que não era justo reclamar da vida ao ver o Alan sempre com um sorriso no rosto.”

E você, conhece algum exemplo de como o Jiu-Jitsu foi uma ferramenta vital contra a depressão e a ansiedade? Comente conosco.

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