Ricardo Evangelista brilhou no Brasileiro de Equipes. Foto: Vitor Freitas
O craque Ricardo Evangelista está de mudança. Depois de seis anos morando em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, o faixa-preta da GFTeam vai trocar a terra do Xeque Tahnnon por Houston, nos Estados Unidos. Por conta de seus recentes resultados como, por exemplo, títulos no Campeonato Europeu e Pan-Americano, o brasileiro recebeu uma proposta para ministrar aulas de Jiu-Jitsu em uma filial de Renzo Gracie. Ricardo, que tem quase 100 vitórias na faixa-preta, abre o jogo sobre o futuro.
“Estou bem animado e tenho que certeza de que vai ser ótimo não só profissionalmente, mas vai ser proveitoso demais para minha família. Para quem me perguntou, eu não saí da GFTeam, continuo integrante. Só vou estar ministrando aulas na academia Renzo Gracie Lake. Começo oficialmente no dia 21 de setembro. É uma oportunidade que todo faixa-preta gostaria de ter. Tudo foi pensando na minha esposa e no meu filho, eles também merecem coisas boas. Vou para um país que dá oportunidade de crescimento”, revela Evangelista.
Antes de embarcar para os Estados Unidos, Evangelista fez escala no Rio de Janeiro, Brasil, para ser peça importante do seu time GFTeam na conquista de mais um título do Brasileiro de Equipes, torneio organizado pela International Brazilian Jiu-Jitsu Federation. O carioca lutou na divisão master.
“É sempre bom lutar no Brasil, a torcida faz toda a diferença e é uma sensação inexplicável. O Brasil tem ótimos atletas e muitos deles o mundo ainda não conhece. Pude ajudar meu time a vencer no master, venci minha luta por estrangulamento ezequiel, uma posição que gosto bastante. Fui capaz de ajustar bem as pegadas no pescoço e saí com a vitória. Quero agradecer a minha equipe e meu patrocinador Braus, peça importante na minha carreira”, conta o campeão.
Com a evolução do esporte em termos de remuneração em dinheiro em torneios ou em aulas fora do país, Ricardo é autoridade no assunto. Ele comenta como jovens atletas e professores da faixa-preta podem, hoje, dar uma boa condição para suas famílias.
“Vivi em Abu Dhabi por um longo tempo e, realmente, por conta do investimento que o país tem no Jiu-Jitsu eu pude continuar competindo em alto nível, ajudando minha família e investindo no meu filho. Hoje também tempos grandes competições pagando premiação em dinheiro. O Jiu-Jitsu não é mais um esporte amador como as pessoas viam, hoje tudo é profissional e se o atleta não acompanhar esse ritmo, ele vai ficar para trás. Meu desejo é que esse crescimento seja cada vez maior e nós estamos prontos para dar o show que vocês tanto querem ver”, encerra.
O faixa-preta voltar a lutar neste fim de semana no Grand Slam Los Angeles, na Califórnia.
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